O Governo de Goiás, sob a gestão de Daniel Vilela, planeja adquirir um imóvel hospitalar por cerca de R$ 500 milhões da Oncoclínicas. A operação envolve riscos potenciais aos cofres públicos devido à participação de fundos ligados ao Banco Master na empresa vendedora. Essas participações superam limites regulatórios e estão sujeitas a bloqueios judiciais.
Participação acionária e notificação ao Cade
Os fundos Quíron e Tessália, administrados pela Latache Gestão de Recursos e controlados pelo Banco Master, elevaram sua fatia na Oncoclínicas para 20,18% do capital. Essa aquisição incluiu 11,97% comprados recentemente, somados a uma participação anterior de cerca de 8,2%. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica, com relatoria da conselheira Camila Cabral, determinou por unanimidade que a transação exigia notificação prévia, configurando prática de gun jumping.
Bloqueio judicial e implicações para o Estado
A Justiça determinou o bloqueio de bens e participações de investigados ligados ao Banco Master para garantir possível ressarcimento de prejuízos. Com mais de 20% do capital da Oncoclínicas atrelado a esses fundos, a compra do imóvel pelo governo estadual pode enfrentar complicações caso os ativos permaneçam indisponíveis. Reportagens do Estadão e da revista IstoÉ Dinheiro, publicadas originalmente em abril de 2026, destacam a necessidade de análise cuidadosa antes de qualquer desembolso.
Autoridades estaduais ainda não detalharam medidas para mitigar os riscos identificados. O Cade segue monitorando o cumprimento das regras de concorrência no setor de saúde. Especialistas recomendam que operações envolvendo empresas com acionistas sob investigação passem por auditoria adicional para proteger recursos públicos.