A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira, 30 de junho de 2026, um projeto de lei que cria regras para escolas cívico-militares, mas a decisão com apenas um voto contrário expõe divisões e levanta dúvidas sobre os reais benefícios para os estudantes do DF.
Votação marcada por apoio restrito
O texto, de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL), recebeu 19 votos favoráveis e um contrário na CLDF. A proposta, enviada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), busca instituir um modelo que prioriza hierarquia e disciplina nas unidades de ensino.
Apesar da aprovação rápida, o placar apertado indica resistência interna ao formato militarizado. Críticos apontam que a medida pode limitar a autonomia escolar sem resolver problemas estruturais da educação pública.
Metas declaradas e pontos de tensão
O projeto estabelece normas para gestão, organização e atividades nas escolas cívico-militares, com foco em civismo e patriotismo. Segundo o autor, o modelo já teria reduzido evasão e melhorado o desempenho em outras regiões do país.
Estamos garantindo um modelo de ensino que já se mostrou eficaz em diversas partes do país, com redução da evasão escolar, melhoria no desempenho dos alunos e maior segurança nas unidades de ensino.
Roosevelt Vilela
Impactos esperados no dia a dia escolar
Especialistas alertam que a ênfase excessiva em hierarquia pode sufocar a criatividade dos alunos e desviar recursos de investimentos em infraestrutura e professores. A implementação no Distrito Federal agora depende de regulamentação detalhada pelo Executivo, o que pode ampliar custos sem garantias de resultados positivos.