A governadora Celina Leão assinou ordens de serviço para obras de ampliação do saneamento em São Sebastião, mas a assinatura chega após décadas de sofrimento da população local, que ainda convive com racionamento e dependência de vizinhos para obter água tratada.
Espera de mais de 30 anos expõe descaso histórico
Moradores do Morro da Cruz e do Capão Comprido relataram que a falta de água tratada persiste há mais de três décadas, forçando famílias a buscar soluções improvisadas diariamente. A obra autorizada inclui adutora, dois reservatórios de quatro milhões de litros cada e redes de esgoto, com investimento total de 153 milhões de reais e prazos entre 240 e 540 dias. Mesmo assim, a população continua exposta a interrupções frequentes no abastecimento.
Quando a gente chega, já não tem mais água. Aí tem que correr atrás do vizinho para arrumar água e poder pelo menos lavar uma louça.
Joseana Ferreira
Reclamações de moradores revelam prejuízos diários
José Wilson Magalhães destacou que, embora a tarifa social seja bem-vinda, a conta extra pesará no orçamento de famílias já vulneráveis, enquanto a qualidade de vida permanece comprometida pela ausência de saneamento básico. As intervenções visam reduzir perdas e atender 12 mil famílias, porém a demora na execução mantém o risco de novas crises hídricas em áreas como o Residencial Vitória.
Espero que melhore. A gente vinha sofrendo bastante. Por mais que seja uma conta a mais, vai ser bem paga, porque água é vida.
José Wilson Magalhães
Com a cidade ainda dependendo de poços, a chegada da adutora do Mangueiral representa uma promessa de maior segurança, mas os atrasos acumulados deixam claro que o problema de abastecimento em São Sebastião exigirá monitoramento rigoroso para evitar novos transtornos à população.