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DF aprova lei de cozinhas solidárias, mas fome nas ruas persiste

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Rua em Brasília com cozinha solidária vazia representando fome persistente no DF
Rua em Brasília com cozinha solidária vazia representando fome persistente no DF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou e o governador sancionou a Lei nº 7.XXX de 2026, que cria o Programa Cozinha Solidária Distrital para oferecer refeições gratuitas a pessoas em vulnerabilidade social, com prioridade para quem vive nas ruas. Apesar da medida, a insegurança alimentar persiste como um problema grave no Distrito Federal, revelando a lentidão das políticas públicas diante de uma crise que afeta milhares de cidadãos.

Resposta tardia à fome crescente

O programa será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social do DF em parceria com organizações da sociedade civil, restaurantes comunitários e cozinhas solidárias. Os recursos virão do orçamento distrital para comprar alimentos, equipamentos e promover capacitação, com instalação preferencial em áreas de maior concentração de pessoas em situação de rua. A lei entra em vigor imediatamente após a publicação em 09/07/2026, mas especialistas alertam que a fome não espera por burocracia.

Parcerias limitadas e desafios estruturais

A iniciativa busca integrar assistência social, saúde e direitos humanos para combater a insegurança alimentar e nutricional no Distrito Federal. No entanto, a dependência de parcerias com entidades já sobrecarregadas e a ausência de metas quantitativas claras podem comprometer o alcance da política. A população em situação de rua continua exposta a condições degradantes enquanto o programa ainda precisa ser implementado de forma efetiva.

É uma política pública permanente que garante o direito à alimentação como um direito humano básico

deputado Max Maciel (PSOL)

O deputado Max Maciel (PSOL) destacou o caráter permanente da ação, mas o tom de urgência contrasta com a realidade de uma rede de apoio ainda frágil. A sanção da lei representa um passo formal, porém a fome no Distrito Federal exige ações mais rápidas e robustas para evitar que a vulnerabilidade social se agrave nos próximos meses.

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