O Distrito Federal registrou 5.149 ocorrências de roubo e furto de celulares no primeiro trimestre de 2026, média de 28 aparelhos por dia. Os números foram compilados pela Polícia Civil do Distrito Federal com base nos boletins de ocorrência e mostram que o problema persiste em várias regiões administrativas, com destaque para Ceilândia, Samambaia, Plano Piloto, Brasília e Taguatinga.
Em 2025, os celulares representaram 71,7% de todos os roubos registrados no DF, consolidando-se como o principal alvo dos criminosos por oferecer baixo risco e alto retorno financeiro. A operação Rastreamento Final, iniciada em 2024, realizou sua quinta edição em maio de 2026 e já permitiu a recuperação de diversos aparelhos por meio de rastreamento e investigações.
Resultados da operação rastreamento final
A ação reforça o compromisso da corporação com a população e depende diretamente dos registros feitos pelas vítimas. O delegado-geral José Werick de Carvalho destacou a importância dos boletins de ocorrência para o sucesso das investigações.
A 5ª edição da Operação Rastreio Final é uma simbologia do trabalho da Polícia Civil do DF. Não admitimos esse tipo de prática. Devemos à população esse resultado, pois, graças aos registros dos boletins de ocorrência, a PCDF pôde investigar, chegar aos autores e recuperar os bens.
José Werick de Carvalho
Políticas de prevenção e alerta da população
Programas como Sittel e Celular Seguro continuam em vigor para dificultar a revenda de aparelhos roubados. O especialista Leonardo Sant’Anna orienta que a comunidade redobre a atenção, pois os equipamentos podem valer mais de R$ 10 mil e contêm dados pessoais de grande interesse para os grupos criminosos.
A comunidade precisa redobrar a atenção. Estamos falando de equipamentos que custam, em alguns casos, mais de R$ 10 mil, além de serem repositórios de informações pessoais que são o grande interesse desses grupos criminosos.
Leonardo Sant’Anna