A Operação Alerta resultou na apreensão de 534 aparelhos celulares em 49 presídios de 18 estados brasileiros. A ação, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) com apoio da Força Nacional, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e mais de 2 mil agentes, ocorreu na quarta-feira, 20 de maio de 2026, e os resultados foram divulgados na sexta-feira, 22 de maio. O Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou que os celulares são usados por facções criminosas para comandar delitos de dentro do sistema prisional.
Distribuição das apreensões
Os estados com maior número de aparelhos confiscados foram Bahia (107), Ceará (72), Rondônia (61), Rio Grande do Norte (52) e Pará (41). A operação baseou-se em critérios de inteligência para priorizar unidades de maior risco, permitindo uma abordagem surpresa em diferentes regiões do país. As secretarias estaduais de Administração Penitenciária participaram ativamente das buscas, reforçando a integração entre os órgãos federais e estaduais.
Plano de ações futuras
A Operação Alerta integra o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado e passará a ser realizada duas vezes por mês. O objetivo é intensificar o combate às organizações criminosas que atuam de dentro dos presídios por meio do uso de celulares. Medidas de inteligência e fiscalização serão ampliadas para desarticular essas redes de forma contínua.
Essa operação marca o início de uma nova fase no combate ao crime organizado no sistema prisional brasileiro. Vamos intensificar as ações de inteligência e fiscalização para desarticular as organizações criminosas que atuam de dentro dos presídios.
Ricardo Lewandowski
O ministro Ricardo Lewandowski acompanhou os desdobramentos da operação e ressaltou a importância da ação coordenada. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal em reduzir a influência do crime organizado dentro do sistema prisional brasileiro.