A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, a conclusão dos estudos de viabilidade técnica e financeira para a construção da Linha 2 do metrô e de duas linhas de VLT. O projeto prevê uma extensão total de 79,8 km e 67 estações na nova linha metroviária, além de sistemas de veículo leve sobre trilhos que vão conectar o aeroporto ao Noroeste e Taguatinga ao Sol Nascente. A iniciativa busca atender ao crescimento populacional e ao fluxo diário de passageiros rumo ao centro de Brasília.
Detalhes do traçado e motivação
A Linha 2 do metrô passará pelo Gama e outras regiões do Distrito Federal. As duas linhas de VLT foram projetadas para reduzir o tempo de deslocamento dos moradores. A linha 1 partirá do aeroporto até o Noroeste, tornando Brasília a primeira cidade brasileira com VLT saindo de dentro do terminal aéreo. A segunda linha ligará Taguatinga ao Sol Nascente. O estudo da linha 2 foi feito diante da demanda do crescimento populacional daquela região, que tem um fluxo migratório diário para o centro de Brasília. O estudo demorou quase 1 ano para ficar pronto.
Investimentos, prazos e fontes de financiamento
O investimento total estimado é de R$ 29,2 bilhões, sendo R$ 21,6 bilhões de recursos públicos e R$ 7,7 bilhões de participação privada, com venda de terrenos pela Terracap para viabilizar parte da obra. Os dois VLTs poderão ser entregues em quatro a seis anos. Já o metrô terá estações entregues de forma faseada, com as primeiras previstas para quatro anos. Temos a previsibilidade de colocar terrenos para serem vendidos pela Terracap para financiar a obra do metrô. Já determinei à Terracap que fizesse estudos de áreas que podem ser colocadas à venda.
Perspectiva de longo prazo
No caso da linha 1 do VLT, ela irá do aeroporto até o Noroeste. Seremos a primeira cidade do Brasil a ter VLT saindo de dentro do aeroporto. A segunda linha do VLT vai de Taguatinga até o Sol Nascente. Os dois VLTs conseguimos entregar no prazo de quatro a seis anos. Do metrô, conseguimos entregar algumas estações em quatro anos e todas em um prazo faseado. Não estamos governando para o presente, estamos governando para as futuras gerações.