O presidente regional do Partido Verde no Distrito Federal, Eduardo Brandão, defende a renovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal e cobra dos deputados distritais uma postura mais ativa diante do Executivo. Ele cita como principal exemplo dessa conivência a aprovação, por maioria absoluta, de todas as propostas que autorizaram o BRB a comprar o Banco Master. Segundo Brandão, o Legislativo não pode continuar funcionando como extensão do Buriti e precisa propor e fiscalizar políticas públicas voltadas aos moradores de Brasília.
Brandão, que já foi secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal em duas gestões e ajudou a criar mais de 15 parques ambientais, concorre a deputado distrital nas eleições de 2026. Ele argumenta que a eleição representa a chance de romper com o modelo atual e eleger parlamentares comprometidos com a população e não com projetos de poder pessoal.
A atuação passiva dos deputados distritais
O candidato ressalta que os deputados distritais têm a obrigação de fiscalizar o Executivo e contribuir com políticas de interesse coletivo. Na avaliação dele, a Casa tem se limitado a aprovar sem questionamento as demandas do governo. Essa postura, afirma, compromete a independência do Legislativo e prejudica a população do Plano Piloto e de todo o Distrito Federal.
A Câmara Legislativa não pode ser apenas um puxadinho do Buriti. Os deputados têm a função de propor e ajudar a executar políticas públicas de interesse dos moradores de Brasília, além de fiscalizar o Executivo
Eduardo Brandão, presidente regional do Partido Verde no DF e candidato a deputado distrital
Brandão critica ainda a falta de iniciativa dos atuais parlamentares. Ele afirma que reclamar depois de decisões já tomadas representa a pior solução possível para os problemas do Distrito Federal.
Reclamar depois é a pior solução
Eduardo Brandão
Consequências da compra do Banco Master pelo BRB
Brandão aponta a aprovação das medidas que permitiram ao BRB adquirir o Banco Master como o caso mais evidente de alinhamento automático com o Executivo. Após a transação, o banco público do Distrito Federal assumiu uma dívida ainda não dimensionada e depende de um empréstimo milionário para manter sua capacidade financeira. O patrimônio histórico da população, segundo ele, corre risco de intervenção ou liquidação.
O candidato atribui responsabilidade compartilhada ao governador Ibaneis Rocha, à presidente da Câmara, Celina Leão, e aos deputados distritais que aprovaram as propostas sem resistência. Ele afirma que a falta de fiscalização deixou o BRB em situação vulnerável.
Celina e Ibaneis quebraram o banco, mas os deputados também são responsáveis
Eduardo Brandão
Brandão defende que os deputados precisam ajudar a construir soluções e não apenas aprovar automaticamente as solicitações do governo. Ele cita a operação do BRB como exemplo de decisão que demandava maior análise e debate.
Ajudar a construir e não apenas abaixar a cabeça e dizer 'sim senhor', como foi com a questão do BRB
Eduardo Brandão
Propostas para renovar o Legislativo distrital
O candidato do PV propõe que os futuros deputados distritais adotem uma postura proativa, apresentando iniciativas próprias e acompanhando a execução das políticas públicas. Para ele, a renovação da Câmara passa por eleger nomes que demonstrem capacidade de propor alternativas concretas em vez de apenas reagir às demandas do Executivo.
É preciso ter iniciativa e mostrar como fazer
Eduardo Brandão
Brandão afirma que a população do Plano Piloto e do Distrito Federal precisa de representantes que priorizem o interesse coletivo e exerçam efetivamente o papel de fiscalização. Ele considera que a eleição de outubro de 2026 oferece a oportunidade de romper com o padrão de passividade observado nos últimos anos.