Início Distrito Federal 248 mulheres foram vítimas de feminicídio no DF desde 2015, a maioria mães
Distrito FederalSegurança

248 mulheres foram vítimas de feminicídio no DF desde 2015, a maioria mães

0
“Sinto falta de ser amada pela minha mãe.” / Foto: Arquivo Pessoal
“Sinto falta de ser amada pela minha mãe.” / Foto: Arquivo Pessoal

Dados do painel de monitoramento de feminicídios da Secretaria de Segurança Pública do DF indicam que, entre 2015 e o primeiro semestre de 2026, 248 mulheres foram vítimas de feminicídio no Distrito Federal. Mais de 80% delas eram mães, deixando 492 crianças, jovens e adultos órfãos. No período entre janeiro e julho de 2026, foram registrados 13 casos consumados na região. Os assassinatos, cometidos principalmente por parceiros íntimos, seguem um padrão de violência doméstica prévia.

Padrões distintos do feminicídio

O delegado Marcelo Zago, coordenador da CTMHF, explica que o feminicídio representa o ápice de uma história de agressões. Ele ressalta que o padrão difere do homicídio comum, pois envolve elementos de machismo e possessividade. Casos como o de Rozane Ribeiro, morta em 12 de dezembro de 2022, e Vanessa Lopes, assassinada em 3 de outubro de 2022, ilustram essa trajetória. Ambos os agressores agiram por esfaqueamento após histórico de violência.

Impacto nas famílias e crianças

Filhos das vítimas relatam o vazio deixado pela perda. Robertha Ribeiro, filha de Rozane, descreve sua rotina de luto: “Não tem como você ter uma rotina. Minha rotina é chorar de manhã, tentar parar de chorar à tarde e chorar de noite. Essa tem sido minha rotina há cerca de 4 anos”. Arthur Leandro, filho de Vanessa Lopes, afirma que a pena de 28 anos ao agressor não compensa a ausência da mãe. Ele menciona bandeiras vermelhas anteriores, como agressões verbais e materiais.

Mãe é colo. Quando dá tudo errado na sua vida, você consegue voltar para o colo da sua mãe. Quando tiram esse colo de você, você se sente sozinho no mundo

Robertha Ribeiro

Especialistas da Secretaria de Justiça alertam para os desafios no enfrentamento da violência doméstica, que afeta especialmente famílias em Ceilândia e outras regiões do DF. O apoio psicológico e a prevenção continuam como prioridades para reduzir novos casos.

Conteúdo relacionado

Trânsito no Plano Piloto é alterado de sábado a segunda por quatro eventos em Brasília

O trânsito no Plano Piloto de Brasília passa por alterações entre este...

Cerih completa 20 anos sem garantir equidade no acesso à saúde do DF

A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal na quinta-feira,...

Arruda diz que todo metrô de Brasília foi feito por ele em sabatina para o governo do DF

O ex-governador José Roberto Arruda (PSD), candidato ao governo do Distrito Federal...

Homenagem aos 54 anos do HUB ignora crises crônicas do SUS no DF

A sessão solene realizada na tarde de quinta-feira, 3 de setembro de...