O setor de máquinas e equipamentos rejeitou a reciprocidade de tarifas com os Estados Unidos e defendeu a negociação bilateral com o governo de Donald Trump. A posição foi apresentada durante reunião realizada no Palácio do Planalto na terça-feira, 21 de julho de 2026, com o objetivo de definir uma estratégia de resposta ao tarifaço anunciado pelo presidente norte-americano. Participaram do encontro José Velloso, presidente da Abimaq, o vice-presidente Geraldo Alckmin e representantes de diversos setores produtivos.
Reunião define estratégia de resposta
A reunião serviu para colher subsídios e evitar retaliações automáticas que poderiam agravar medidas protecionistas. Os participantes destacaram o déficit comercial do setor de máquinas e equipamentos com os Estados Unidos, apesar do superávit registrado pelo Brasil no comércio bilateral como um todo. A estratégia prioriza o diálogo direto para preservar empregos e a competitividade das indústrias nacionais.
Argumentos contra tarifas recíprocas
José Velloso enfatizou que a reciprocidade não representa a melhor solução para o setor. Ele explicou que a aplicação automática de tarifas poderia prejudicar cadeias produtivas já impactadas pelo desequilíbrio comercial específico da indústria de equipamentos. Os representantes defenderam que sentar à mesa de negociação oferece caminho mais eficaz para resolver as divergências.
Nós não somos a favor da reciprocidade. Não é uma boa solução. O que a gente defende é a negociação bilateral com os Estados Unidos
José Velloso
Outra declaração reforçou a necessidade de considerar as particularidades de cada segmento industrial antes de adotar medidas retaliatórias. O Brasil mantém superávit comercial com os Estados Unidos, mas o setor de máquinas registra déficit, o que justifica uma abordagem diferenciada por meio de conversas bilaterais.