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Atraso do Teste do Pezinho no DF expôs bebês a diagnósticos tardios de fibrose cística e AME

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Laboratório de triagem neonatal em hospital de Brasília para fibrose cística e AME
Laboratório de triagem neonatal em hospital de Brasília para fibrose cística e AME

A Lei nº 7.357, sancionada em julho de 2025, ampliou o Teste do Pezinho no Distrito Federal para mais de 50 patologias, mas o atraso histórico do governo local em adotar padrões avançados de triagem neonatal deixou gerações de recém-nascidos expostos a diagnósticos tardios de doenças graves como fibrose cística e AME.

Antes da nova norma, o DF operava com uma lista restrita de doenças detectáveis, o que aumentava o risco de complicações irreversíveis em bebês que poderiam ter recebido tratamento precoce. A obrigatoriedade gratuita agora inclui condições metabólicas, genéticas e infecciosas, com regulamentação prevista em até 180 dias, porém a demora anterior evidencia falhas de planejamento que prejudicaram famílias inteiras.

Consequências do descaso anterior

O deputado Eduardo Pedrosa, autor da proposta pelo União Brasil, defendeu a medida como alinhamento às recomendações da SBTEIM, mas críticos apontam que a expansão chega tarde demais para crianças que nasceram sem acesso ampliado nos anos anteriores. Recém-nascidos do Distrito Federal continuam vulneráveis enquanto o governo não conclui os trâmites de implementação.

Desafios para o futuro da triagem

Com possibilidade de inclusão progressiva de novas patologias, a lei representa uma correção de rumo, mas revela a ineficiência crônica do sistema público de saúde local em priorizar prevenção desde o nascimento. A ausência de testes completos até 2025 contribuiu para casos evitáveis de deficiências permanentes.

Essa lei representa um avanço significativo na saúde pública do Distrito Federal. Quanto mais cedo diagnosticarmos essas condições, maiores são as chances de tratamento eficaz e de uma vida saudável para as crianças. É um investimento no futuro do nosso povo

Eduardo Pedrosa

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