O Distrito Federal emitiu um alerta nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, devido ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pela variante K do vírus Influenza A (H3N2). Até o momento, foram registrados 67 casos e um óbito na região. A situação preocupa autoridades, especialmente com o impacto em bebês de até dois anos e grupos de risco, em meio à alta circulação viral no Centro-Oeste.
Aumento de casos no Centro-Oeste
Goiás, estado vizinho, declarou estado de emergência por conta do avanço da variante K do Influenza A (H3N2). O Distrito Federal monitora de perto a situação, já que compartilha fronteiras e fluxos populacionais com Goiás. Especialistas alertam que o fenômeno é natural e anual em vírus respiratórios, mas exige vigilância constante.
Os dados indicam que o Governo do Distrito Federal (GDF) acompanha o impacto nos sistemas de saúde locais. A vacinação ocorre de segunda a sexta-feira pela manhã, com exceção dos dias 19, 20 e 21 de abril de 2026, que já passaram. A população é orientada a buscar imunização para mitigar riscos.
Recomendações de especialistas
A médica intensivista Adele Vasconcelos enfatiza a necessidade de reforço na vacinação e testagem para combater o surto. Ela destaca a importância de monitorar a ocupação de leitos hospitalares e planejar atendimentos. A transparência na comunicação é essencial para evitar pânico desnecessário.
Somos um estado dentro do Goiás, então claramente todos os casos podem impactar no DF. Precisamos fazer uma política de disseminação, de informação, garantir a vacinação da nossa população.
Adele Vasconcelos
O sistema de saúde é fundamental nesse problema. Reforçar cada vez mais as campanhas de vacinação, especialmente nos grupos de riscos, ampliar a nossa testagem, aumentar a vigilância epidemiológica, monitorar sempre a ocupação dos leitos hospitalares para garantir que tenha leitos suficientes para todo mundo que necessite de uma internação hospitalar.
Adele Vasconcelos
Pensando que pode haver um aumento do número de casos e um aumento do número de internações, começar a fazer uma programação de como vai ser esse atendimento, comunicar rapidamente com muita transparência. Orientar corretamente a população e evitar o pânico porque é gripe, é um sintoma respiratório, tratamos como qualquer outro.
Adele Vasconcelos
Medidas preventivas e monitoramento
O GDF recomenda que a população, especialmente bebês de até dois anos e grupos de risco, adote medidas preventivas contra a SRAG. A ampliação da vigilância epidemiológica visa garantir leitos suficientes em caso de aumento de internações. Autoridades reforçam que, apesar da gravidade, a situação é gerenciável com ações coordenadas.
A alta circulação da variante K do Influenza A (H3N2) no Distrito Federal e Goiás exige atenção contínua. Com o monitoramento em andamento, o foco permanece na informação precisa e na vacinação para proteger a comunidade.