Celina Leão demonstra sensibilidade e firmeza ao priorizar o enfrentamento da crise nas ruas logo no início da sua gestão no Distrito Federal, enviando um projeto de lei que integra assistência social, saúde e segurança pública para lidar com o crescimento da população em situação de rua.
Plano piloto cobra presença permanente do poder público
O aumento de pessoas em situação de rua no Plano Piloto reacendeu alertas sobre degradação urbana e insegurança. Dados do IPEDF mostram que o DF já ultrapassa 3.500 indivíduos nessa condição, um crescimento de quase 20% desde 2022. Moradores relatam perda de clientes no comércio e cenas frequentes de uso de drogas em áreas centrais.
João Renato, policial penal e ex-chefe de gabinete da Administração Regional do Plano Piloto, destacou que o problema exige combinação de acolhimento, tratamento e autoridade. Ele afirmou que ignorar a situação não representa humanidade, mas sim abandono de mais de 40 mil pessoas que circulam diariamente pela região.
Iniciativas recentes ganham destaque no df
Poucos dias após assumir o governo, Celina Leão encaminhou à Câmara Legislativa um projeto que prevê acolhimento humanizado e internação involuntária em casos excepcionais previstos em lei. A proposta busca criar protocolos claros entre diferentes órgãos para atender quem vive nas ruas.
O deputado distrital Thiago Manzoni apresentou o projeto Recomeçar DF, que foca em capacitação profissional e reconstrução de vínculos familiares. Moradores da Asa Norte elogiam a iniciativa por oferecer caminhos concretos para sair da vulnerabilidade, em vez de medidas pontuais.
Experiência de são paulo inspira debate local
João Renato defendeu que Brasília observe ações bem-sucedidas em São Paulo, onde integração entre segurança, assistência social e requalificação urbana reduziu fluxos de dependentes químicos em áreas degradadas. Ele ressaltou que nenhuma cidade resolve o problema apostando em uma única solução.
A discussão reforça a necessidade de representação política permanente para o Plano Piloto, que concentra grande parte da arrecadação do DF. Lideranças comunitárias cobram acompanhamento diário para transformar demandas em políticas públicas duradouras, evitando que o coração de Brasília continue se deteriorando.