Início Saúde O amor no cérebro: lições da neurociência para relacionamentos e leis
Saúde

O amor no cérebro: lições da neurociência para relacionamentos e leis

147

A neurociência tem revelado mecanismos cerebrais por trás do amor romântico, mostrando que ele ativa o sistema de recompensa, especialmente a via mesolímbica dopaminérgica, associada à motivação e ao prazer. De acordo com o neurocientista Fernando Gomes, autor do livro “Tratado sobre o amor: como a neurociência explica o maior sentimento da experiência humana e pode ajudar você a amar e ser amado”, lançado pela Editora Planeta, a fase inicial de flerte e encantamento envolve a área tegmental ventral e o núcleo accumbens, gerando uma sensação de “quero mais” semelhante a uma adição natural. Isso explica a inquietação, a obsessividade e a hiperatenção observadas em pessoas apaixonadas, com níveis elevados de dopamina e redução de serotonina. Estudos de neuroimagem confirmam que o amor reduz a atividade no córtex pré-frontal dorsolateral, diminuindo o julgamento crítico e facilitando a confiança e a vulnerabilidade.

Essa química cerebral não é apenas mental, mas também afeta o corpo, causando taquicardia, pupilas dilatadas e alterações no apetite. No entanto, a paixão é temporária, pois o cérebro não sustenta altos níveis de dopamina e noradrenalina por longo tempo. Com o avanço do relacionamento, neuropeptídeos como ocitocina e vasopressina promovem o apego e a estabilidade, envolvendo estruturas como o hipocampo e o córtex cingulado anterior. O ciúme surge como um alarme cerebral, ativando a amígdala e a ínsula, enquanto o término de um vínculo provoca um desmame neuroquímico similar à abstinência, demandando tempo para recalibração emocional.

Pesquisas indicam que o amor é influenciado por fatores como estresse, sono e experiências passadas, e sua compreensão pode se estender a interfaces jurídicas, como casamento, divórcio e parentalidade. Altas taxas de divórcio destacam que o amor biológico difere das estruturas sociais e legais, envolvendo questões financeiras, de saúde e direitos que frequentemente terminam em tribunais. Fernando Gomes sugere que avanços neurocientíficos possam esclarecer essas dinâmicas, ajudando a navegar renúncias e escolhas em contextos legais e sociais.

Conteúdo relacionado

Distrito Federal emite alerta por alta de casos de SRAG pela variante K do Influenza A

O Distrito Federal emitiu um alerta nesta quinta-feira, 23 de abril de...

Brasília celebra 66 anos inspirando escolas modernas no DF

No dia 21 de abril de 2026, Brasília comemorou seus 66 anos,...

Distrito Federal recebe nova remessa de vacinas contra Covid-19 do Ministério da Saúde

O Distrito Federal recebeu uma nova remessa de vacinas contra a Covid-19...

Caesb anuncia saneamento universal em aniversário, mas falhas persistem no abastecimento de Brasília

No 57º aniversário, Caesb anuncia saneamento universal no DF com reservatórios elevados,...