Início Segurança Câmara dá passo decisivo contra crime organizado com aprovação de projeto que endurece penas
Segurança

Câmara dá passo decisivo contra crime organizado com aprovação de projeto que endurece penas

274

Em uma votação expressiva de 370 a 110, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o texto-base do projeto de lei de combate ao crime organizado (PL 5582/2025), marcando um avanço significativo no enfrentamento às facções criminosas no Brasil. O relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), defendeu a proposta como uma “legislação de guerra em tempo de paz”, destacando medidas como penas mais rigorosas para integrantes de facções e milícias, que podem chegar a 20 a 40 anos de prisão, e até 66 anos para líderes. Além disso, o texto permite a apreensão prévia de bens de investigados em certas circunstâncias, com possibilidade de perdimento antes da decisão final da Justiça, o que acelera a recuperação de patrimônio ilícito. Outras inovações incluem o aumento em 85% do tempo necessário para progressão de regime, proibição de graça, anistia, indulto ou liberdade condicional para membros dessas organizações, e a participação do Ministério Público em forças-tarefas via Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), elogiou o substitutivo como a “resposta mais dura” da história da Casa contra o crime organizado, citando regras como transferência direta de chefes para presídios federais, gravação de encontros com advogados e proibição de visitas íntimas.

Apesar das críticas de parlamentares governistas, como o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que argumentam que o texto alterado descapitaliza a Polícia Federal e protela o confisco de bens, o debate reflete um esforço coletivo para fortalecer a segurança pública. Derrite apresentou cinco versões do relatório, incorporando olhares de diversos setores, e o projeto agora segue para o Senado, onde há expectativa de ajustes para recuperar aspectos do texto original do governo, elaborado após seis meses de estudos. Críticos apontam que o parecer permite ao Estado assumir patrimônio apenas após o fim da ação penal, mas defensores como o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) destacam a importância da apreensão prévia para combater efetivamente o crime. O texto também define “organização criminosa ultraviolenta” e prevê audiências de custódia por videoconferência, além de julgamento de homicídios por colegiado no primeiro grau, evitando o tribunal do júri.

Com a denominação de “Marco legal de enfrentamento ao crime organizado”, a aprovação representa uma oportunidade positiva para jovens brasileiros, que frequentemente sofrem os impactos da violência urbana, de verem ações concretas contra facções, promovendo um futuro mais seguro e justo.

Conteúdo relacionado

Supremo realiza reunião de emergência para conter crise entre poderes

Uma reunião de emergência foi realizada na terça-feira, 8 de setembro de...

Celina Leão promete zerar criminalidade no Plano Piloto em um ano

Durante uma carreata realizada na noite de terça-feira, 8 de setembro de...

Candidato a Distrital, Policial João Renato, participa da manifestação de 7 de setembro

O candidato a deputado distrital Policial João Renato participou das manifestações de...

Desfile de 7 de Setembro reúne 7 mil militares em Brasília com foco na Amazônia e na Copa de 2026

O desfile cívico-militar do Dia da Independência reuniu cerca de 7 mil...