A Câmara Legislativa do Distrito Federal discute nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, um projeto de lei para ratificar acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal que autoriza o Governo do Distrito Federal a tomar empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos para socorrer o Banco de Brasília. A proposta chega ao colégio de líderes com o objetivo de avançar para votação em plenário, apesar de resistências de deputados que cobram mais detalhes sobre condições financeiras e efeitos no orçamento local.
Reunião do colégio de líderes
O texto é analisado durante encontro do colégio de líderes, independentemente da presença do presidente do BRB, Nelson de Souza, cuja audiência foi cancelada. Parlamentares buscam garantir a tramitação célere da matéria, que visa evitar cenário mais grave para a instituição financeira.
O projeto será discutido na reunião do colégio de líderes e temos o objetivo de levar a plenário, independentemente da presença do Nelson. Entendemos que a presença dele não se faz necessária no momento. Caso haja uma exigência por meio de pedidos dos deputados, nós vamos conversar com o presidente Nelson.
Wellington Luiz
Preocupações com transparência
Deputados da base e da oposição manifestam desconfiança em relação à proposta, alegando falta de informações sobre juros, prazos e restrições orçamentárias que o empréstimo pode impor ao Distrito Federal. Eles afirmam que não há novidades substanciais em relação a versões anteriores do texto e que a medida pode limitar investimentos sociais até a quitação total.
Apesar das críticas, o presidente do BRB defende que as medidas fazem parte de um processo de fortalecimento da instituição, essencial para a economia do Distrito Federal, e destaca a importância da análise criteriosa dos parlamentares.