Em Brasília, mais de um ano após a privatização da Rodoviária do Plano Piloto, ocorrida antes de abril de 2025, governos federal e do Distrito Federal, em parceria com ONGs, intensificam esforços para mitigar os impactos sociais sobre pessoas em situação de rua e trabalhadores informais, como camelôs. A proibição de permanência no local agravou vulnerabilidades, especialmente após a pandemia de Covid-19, que resultou em perdas de emprego e renda. Iniciativas incluem realocação, formalização profissional e ampliação de atendimentos de saúde, com metas até 2026.
Impactos sociais da privatização
A privatização da Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília (DF), transformou o espaço, mas trouxe desafios para grupos vulneráveis. Pessoas em situação de rua e camelôs enfrentam restrições, o que aumentou sua exposição a riscos. A pandemia agravou essa realidade, conforme destaca Anna Carolina dos Santos, presidenta da ONG da Rua.
Antes da pandemia, já havia um número considerável de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, e devido ao cenário do país, onde tudo estava fechado, muitas pessoas perderam emprego e renda.
Esses fatores impulsionaram ações conjuntas para minimizar danos, com foco em inclusão social e suporte contínuo.
Ações de mitigação e suporte
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do secretário Gustavo Rocha, promove discussões para realocar camelôs em áreas comerciais autorizadas e incentivar a formalização. Programas sociais e de qualificação profissional também integram as estratégias. A pesquisadora Dayanne de Mendonça enfatiza as possibilidades, mas alerta para limitações.
Entre as possibilidades, está a de realocação desses trabalhadores para outras áreas comerciais autorizadas, processos de formalização para quem desejar trabalhar legalmente como ambulante e a inclusão em programas sociais e de qualificação profissional.
Diante dessa tentativa, não é garantia que todos consigam se formalizar.
Ações do GDF nas ruas prosseguem desde março de 2024, com entregas ampliadas por ONGs como a da Rua.
Ampliação de atendimentos de saúde
O Ministério da Saúde contribui com a expansão das equipes de Consultório na Rua, visando 600 equipes no Brasil até 2026, para oferecer atendimento itinerante a populações vulneráveis. Essa iniciativa atende diretamente as necessidades de saúde de pessoas em situação de rua na Rodoviária do Plano Piloto e arredores. Dayanne de Mendonça explica o foco dessa medida.
Para além disso, o Ministério da Saúde atua para a população de rua principalmente através da ampliação das equipes de Consultório na Rua (que tem meta de 600 equipes no Brasil até 2026), oferecendo atendimento itinerante de saúde.
Esses esforços conjuntos buscam equilibrar desenvolvimento urbano com proteção social, promovendo uma transição mais inclusiva em Brasília.