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Secec-DF divulga lista definitiva de 76 blocos para o DF Folia 2026

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Rua de Brasília decorada com bandeiras e confetes para o DF Folia 2026, representando blocos de carnaval.

Divulgação dos blocos habilitados para o DF Folia 2026

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) divulgou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, o resultado definitivo dos 76 blocos habilitados para o DF Folia 2026, o carnaval brasiliense. Entre os selecionados estão nomes como Setor Carnavalesco Sul, Suvaco da Asa, Bloco da Baratinha, Bloco das Montadas, Bloco do Amor e Bloco na Batida do Morro. A seleção ocorreu com base em critérios como documentação, estimativa de público, proposta artística e planejamento, visando ocupar as ruas do Plano Piloto e das Regiões Administrativas do Distrito Federal.

Processo de seleção e organização

O processo conduzido pela Secec-DF reforça o carnaval como uma expressão cultural essencial para Brasília. Com a lista finalizada, os blocos ganham certeza de participação e podem se organizar com antecedência. Isso inclui planejamento para uma festa segura e alegre, que envolva foliões, artistas e profissionais.

Com a lista divulgada, a expectativa é que possamos realizar um Carnaval à altura da energia e da diversidade do nosso povo. Os blocos passam a ter a certeza da participação e conseguem se organizar com mais antecedência. O objetivo coletivo é construir uma festa segura, bem organizada e cheia de alegria, que orgulhe tanto os foliões quanto todos os profissionais e artistas envolvidos

A produtora Ava Scher, do Bloco do Amor, destacou a importância do fomento oficial para o crescimento das manifestações culturais.

Identidade cultural e impacto econômico

O carnaval brasiliense é visto como um espaço de encontro e construção de identidade local, especialmente em uma cidade como Brasília, influenciada pelo Cerrado e pela mistura de culturas. Rafael Reis, coordenador do Setor Carnavalesco Sul, enfatizou a necessidade de uma identidade carnavalesca própria.

Cidades novas precisam passar por esse processo de construção de uma identidade carnavalesca. No nosso caso, é um Carnaval cerratense, que nasce do Cerrado e dos encontros entre diferentes culturas que convivem em Brasília

Além disso, o evento atua como motor da economia criativa, gerando empregos e movimentando setores como hotelaria, bares e comércio, tanto no carnaval oficial quanto no extraoficial.

Direito à cidade e patrimônio cultural

A discussão sobre o carnaval inclui o direito à cidade, com foco em acessibilidade para residentes de outras regiões administrativas e respeito à diversidade. Reis apontou a importância de fortalecer festas locais e garantir transporte público.

A gente não pode discutir Carnaval sem discutir o direito à cidade. É pensar na possibilidade de pessoas de outras regiões administrativas acessarem o Carnaval que acontece no Plano Piloto, mas também fortalecer as festas realizadas nos próprios territórios. Isso envolve transporte público, respeito a todos os corpos que circulam no Carnaval e a ocupação democrática dos espaços urbanos

Scher reforçou o reconhecimento do carnaval como patrimônio cultural imaterial, honrando o título de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

É reconhecer o Carnaval como patrimônio cultural imaterial e, no caso de Brasília, honrar seu título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Nossa capital foi construída pelo trabalho e pela cultura de pessoas de todas as partes do Brasil. Fomentar o Carnaval é fortalecer essa raiz diversa e permitir que essa mistura única se expresse em ritmos, cores e alegorias

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