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Moradores de Brasília denunciam violência e tráfico no Beco do Crack

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Beco degradado em Brasília com lixo e grafites, representando denúncias de violência e tráfico no Beco do Crack.

Moradores e comerciantes da quadra 716 Norte, em Brasília, denunciam um aumento significativo de violência, tráfico de drogas e problemas de insalubridade no local conhecido como Beco do Crack. A situação agravou-se nos últimos meses de 2026, com brigas frequentes à noite que afetam a rotina da comunidade. Representantes locais cobram ações urgentes do poder público, enquanto a Secretaria DF Legal descarta medidas como cercamento e afirma que o espaço já integra programas de acolhimento social.

Denúncias de violência e insegurança

A comunidade relata que o Beco do Crack, na Asa Norte do Plano Piloto, transformou-se em ponto de concentração para pessoas em situação de rua e traficantes. Imagens de câmeras de segurança capturaram brigas constantes, especialmente noturnas, impactando moradores de quitinetes e trabalhadores do comércio local. O avanço do tráfico de drogas e disputas entre grupos criminosos contribuem para o clima de medo, com furtos e outros delitos se tornando rotina.

É uma realidade triste. Estamos vendo o aumento considerável de pessoas em situação de rua. É uma população vulnerável, que precisa ser protegida, mas dentro desse grupo também existem pessoas que se infiltram para vender drogas e cometer crimes.

A prefeita comunitária Cláudia Virgínia destaca os impactos na qualidade de vida, mencionando o acúmulo de resíduos e o forte odor que afasta estabelecimentos comerciais. Moradores idosos e trabalhadores que saem cedo enfrentam noites insones devido às confusões. O mecânico Paulo Roberto Batista Reis compara o local a uma favela, citando furtos, tráfico e até sexo a céu aberto, com pouca resposta policial.

Isso aqui virou uma favela. É furto, é tráfico, é sexo a céu aberto, dia e noite. A gente chama a polícia e dizem que não podem fazer nada.

Propostas da comunidade e resposta oficial

A comunidade propõe soluções como cercamento provisório do beco para conter o problema de forma emergencial, até que medidas definitivas sejam implementadas. Cláudia Virgínia sugere separar quem precisa de ajuda social daqueles envolvidos em crimes, promovendo um afastamento digno. No entanto, a Secretaria DF Legal, em nota oficial, rejeita o cercamento e enfatiza que o Governo do Distrito Federal (GDF) já realiza ações de acolhimento no local.

A gente acredita que é possível afastar essas pessoas de forma digna, separar quem precisa de ajuda de quem está ali para cometer crimes.

Enquanto as denúncias ganham força, o GDF afirma integrar o Beco do Crack em programas de assistência social, visando mitigar a vulnerabilidade sem soluções drásticas. A situação reflete desafios urbanos crescentes em Brasília, com apelos por intervenções mais efetivas para restaurar a segurança e a salubridade na quadra 716 Norte.

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