Início Política Censo revela disparidades urbanas: 64% das vias em favelas brasileiras sem árvores
Política

Censo revela disparidades urbanas: 64% das vias em favelas brasileiras sem árvores

106

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (5), com base no Censo de 2022, destacam significativas desigualdades socioespaciais nas maiores favelas e comunidades urbanas do país. De acordo com o levantamento, 64% dos moradores dessas áreas vivem em vias sem a presença de árvores, contrastando com os 31% registrados fora desses territórios. A pesquisa compara ainda outros aspectos das vias, como a presença de bueiros, calçadas, iluminação pública, obstáculos, pontos de ônibus, rampas de acessibilidade, pavimentação e sinalização para bicicletas, evidenciando lacunas que afetam a qualidade de vida nessas regiões. Os pesquisadores enfatizam que esses indicadores são essenciais para direcionar políticas públicas e iniciativas estatais para atender demandas específicas de territórios vulneráveis.

Entre as 20 maiores favelas do Brasil, destacam-se Sol Nascente, no Distrito Federal, com 70.908 moradores; Rocinha, no Rio de Janeiro, com 72.021; e Paraisópolis, em São Paulo, com 58.527. Outras incluem Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, em Manaus (55.821 moradores); Rio das Pedras, no Rio de Janeiro (55.653); Heliópolis, em São Paulo (55.583); e Comunidade São Lucas, em Manaus (53.674). A lista prossegue com Coroadinho, em São Luís (51.050); Baixadas da Estrada Nova Jurunas, em Belém (43.105); Beiru/Tancredo Neves, em Salvador (38.871); Pernambués, em Salvador (35.110); Zumbi dos Palmares/Nova Luz, em Manaus (34.706); Santa Etelvina, em Manaus (33.031); Baixadas da Condor, em Belém (31.321); Colônia Terra Nova, em Manaus (30.142); Vila São Pedro, em São Bernardo do Campo (28.466); Cidade Olímpica, em São Luís (27.326); Chafik/Macuco, em Mauá (26.835); Grande Vitória, em Manaus (26.733); e Jardim Oratório, em Mauá (26.035). Esses números ilustram a escala das populações afetadas pelas disparidades identificadas.

Leticia Giannella, gerente de Favelas e Comunidades Urbanas do IBGE, ressalta a importância dessa análise: “Esse foi o primeiro momento que a gente conseguiu de fato evidenciar essa diferença, essa desigualdade socioespacial, a partir do momento que a gente tem os dados de favela e os dados de entorno, é, com o mesmo questionário que foi feito dentro e fora de favelas”. Os dados podem subsidiar debates políticos sobre investimentos em infraestrutura urbana, promovendo maior equidade em contextos de planejamento territorial e desenvolvimento social.

Conteúdo relacionado

GDF impulsiona infraestrutura e mobilidade no DF com obras e programas desde 2019

Descubra como o GDF impulsiona infraestrutura e mobilidade no DF com viadutos,...

Cldf celebra Dia Mundial da Síndrome de Down sob críticas por falta de políticas efetivas

CLDF promove evento pelo Dia Mundial da Síndrome de Down em 2026,...

CLDF promove evento sobre governança em meio a críticas por falhas no DF

Descubra como a CLDF promove o evento 'Política de Governança e Desafios...