A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na quarta-feira uma sessão solene em homenagem ao Dia Nacional da Capoeira, mas o evento expôs mais uma vez a distância entre discursos formais e ações concretas para valorizar a prática como ferramenta de inclusão social em Brasília.
Discurso ressalta história de luta
Deputado Gabriel Magno (PT), mestres e contramestres participaram de homenagens que incluíram apresentações e toques de berimbau no plenário da CLDF. Embora a capoeira seja reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Brasil, a sessão não trouxe anúncios de políticas públicas que ampliem o acesso a grupos em situação de vulnerabilidade.
A capoeira é mais do que uma luta ou dança: é resistência, é educação, é saúde mental e física. Ela transforma vidas.
Gabriel Magno
Transformação social ainda distante
Os participantes destacaram o papel da prática na educação e na preservação cultural, especialmente para jovens que encontram na roda uma alternativa à marginalização. No entanto, a ausência de medidas concretas reforça a sensação de que eventos como esse servem mais para cumprir agendas políticas do que para enfrentar os desafios reais enfrentados pelos grupos de capoeira no Distrito Federal.
É uma manifestação que carrega a história de luta e liberdade do povo negro brasileiro.
Gabriel Magno
A capoeira ensina disciplina, respeito, cultura e autoestima. Muitos jovens que poderiam estar nas ruas encontraram na roda um caminho de transformação.
Mestre Capoeira