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Celina Leão promete rigor em investigações de mortes de gestantes e homem na rede pública do DF

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Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, prometeu rigor nas investigações sobre as mortes de duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia e de um homem na porta do Hospital de Base, além de anunciar medidas para humanizar o atendimento na rede pública de saúde. As vítimas foram identificadas como Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, e Rodrigo Resende Prado, de 46 anos. Os óbitos ocorreram entre 10 e 13 de julho de 2026, e a promessa foi feita em 15 de julho.

Medidas para reforçar a rede pública

A governadora detalhou ações que incluem visitas técnicas, reuniões com equipes, reforço de diretorias e chefias, além da atualização dos protocolos de pré-natal. O objetivo é combater a falta de atendimento, a desumanidade e a naturalização do sofrimento dos pacientes. Também está prevista a convocação de 508 novos profissionais de saúde para suprir a insuficiência de pessoal na rede.

Chamamos várias reuniões. O secretário, inclusive ontem, chamou toda a equipe, porque a gente não vai tolerar esse tipo de atendimento nos nossos hospitais. Estamos reforçando as nossas diretorias, as nossas chefias, trabalhando muito na humanização. Há também uma previsão de mudar o protocolo do atendimento pré-natal. Isso também está sendo feito pelas equipes e eu tenho certeza de que a gente precisa realmente melhorar

Celina Leão

Transparência nas investigações

As imagens das câmeras de segurança dos hospitais serão compartilhadas com as famílias e a Polícia Civil do Distrito Federal para apurar os casos. Celina Leão afirmou que não tolerará a falta de humanidade no atendimento e que as gravações ajudarão a esclarecer os fatos sem proteção a ninguém. As medidas visam ainda enfrentar o sucateamento da rede pública.

Não vamos tolerar a falta de atendimento, a falta de humanidade ou a naturalização do sofrimento das pessoas. Hoje, nós estamos 100% com a nossa saúde monitorada. Não tem como falar o que não aconteceu. Está lá nas câmeras e a gente está abrindo essas câmeras para todos os familiares, para a polícia também, e apurando. Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Não é algo da noite para o dia. No último concurso que nós fizemos, com o cancelamento do show de Brasília, nós não conseguimos prover todas as vagas. Só 34 tomaram posse, eram 114 vagas.

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