Início Política PGR declara inconstitucionais obras bilionárias de Caiado sem licitação
Política

PGR declara inconstitucionais obras bilionárias de Caiado sem licitação

11

O governo de Goiás, comandado pelo governador Ronaldo Caiado, enfrenta em julho de 2026 um risco jurídico relevante envolvendo obras bilionárias. A Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo Tribunal Federal um parecer que declara inconstitucionais as leis estaduais que permitiram a execução desses projetos sem licitação, financiados pela taxa do agro. A medida coloca em xeque a validade dos contratos e pode gerar responsabilização para gestores e empreiteiras.

Parecer da PGR ao Supremo

A Procuradoria-Geral da República argumenta que a dispensa de licitação viola a Constituição Federal. O modelo adotado pela gestão estadual autorizou obras de grande porte sem os procedimentos competitivos exigidos por lei. Essa prática, segundo o órgão, expõe o erário a prejuízos e enfraquece a transparência nos gastos públicos.

Os gestores citados no parecer incluem Armando Leite Rollenberg, do IFAG, Pedro Salles, ex-presidente da Goinfra, e Adib Elias, da Secretaria de Infraestrutura. Todos participaram da assinatura ou execução dos contratos agora questionados. As empreiteiras contratadas também podem ser chamadas a prestar contas caso o Supremo confirme a inconstitucionalidade.

Riscos de responsabilização judicial

Se o Supremo acolher o entendimento da PGR, os envolvidos poderão responder por improbidade administrativa. O bloqueio de bens e a obrigação de ressarcir valores pagos sem licitação são consequências previstas na legislação. O cenário exige explicações detalhadas sobre cada etapa dos contratos já executados.

Se amanhã o Supremo decidir que a lei é inconstitucional, quem vai explicar os contratos, os pagamentos e as obras executadas?

Goiás24Horas

A análise política do caso revela fragilidades estruturais no modelo de gestão de obras em Goiás. A ausência de licitação, mesmo amparada por leis estaduais, não anula a supremacia da Constituição. O desfecho no STF definirá não apenas a validade dos contratos, mas também os limites de atuação dos gestores públicos em situações semelhantes.

Possíveis desdobramentos para o estado

O governo estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo do parecer. Enquanto isso, especialistas em direito administrativo alertam para a necessidade de revisão imediata de contratos em andamento. A decisão do Supremo pode servir de precedente para outros estados que adotaram mecanismos semelhantes de financiamento de obras.

Conteúdo relacionado

Câmara do DF aprova política de acolhimento humanizado para população em situação de rua

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira (30) o Projeto...

Morre aos 104 anos Zely Ornellas de Souza, ex-primeira-dama do DF

Zely Ornellas de Souza, ex-primeira-dama do Distrito Federal e professora com longa...

Câmara do DF aprova lei que restringe protesto de dívidas de água, luz e internet

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na última terça-feira um projeto...