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CLDF lança livro de memórias de servidores pioneiros com 35 anos de atraso

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Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal lança nesta quarta-feira o livro “Servidores Pioneiros – Memórias e Histórias da CLDF” em meio a um cenário preocupante de perda irreparável de testemunhas dos primeiros anos da Casa. Com 35 anos de existência, a instituição vê muitos dos servidores que participaram de sua instalação já falecidos, o que torna o registro tardio uma tentativa desesperada de evitar o esquecimento total. O evento ocorre no Plenário da CLDF, em Brasília, a partir das 19h, com homenagens limitadas a quem ainda resta.

A urgência de resgatar o que já se perdeu

Organizado por Marly Montanheiro e Ana Maria Campos, o volume reúne depoimentos de 66 servidores pioneiros e conta com o apoio dos deputados Wellington Luiz (MDB), Ricardo Vale (PT) e Pastor Daniel de Castro (PP). A iniciativa busca preservar a memória da instalação e consolidação do Poder Legislativo distrital, mas revela também o atraso em documentar relatos de quem viveu os momentos iniciais. Muitos desses profissionais não estão mais vivos para contar suas experiências, deixando lacunas que o livro tenta preencher de forma incompleta.

Detalhes do lançamento e as homenagens

Durante a sessão solene, os presentes prestarão homenagens aos servidores que contribuíram com seus relatos. O livro será distribuído gratuitamente, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível, em uma tentativa de aproximar a população de uma história que deveria ter sido contada há décadas. A medida, embora simbólica, evidencia a dificuldade de manter viva a memória institucional sem ações mais consistentes ao longo dos anos.

É um resgate histórico importante. Muitos servidores que atuaram na instalação da CLDF já faleceram. Então, é um registro para as futuras gerações conhecerem a história da Casa por meio de quem viveu aquele momento.

Marly Montanheiro

O lançamento marca um esforço para que gerações futuras conheçam os bastidores da CLDF, mas também serve como alerta sobre o que se perdeu pelo caminho. A ausência de registros anteriores reforça a sensação de que a preservação da memória legislativa no Distrito Federal chegou tarde demais para muitos dos protagonistas originais.

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