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Pacientes com fibromialgia protestam na Câmara contra omissão do SUS no DF

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Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)
Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)

Pacientes com fibromialgia e seus familiares protestaram durante sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal contra a ausência de políticas públicas efetivas que garantam diagnóstico rápido e tratamento adequado pelo SUS, cobrando a real implementação da Lei Distrital nº 6.127/2017 em meio a dificuldades persistentes no acesso a cuidados multidisciplinares.

Reivindicações em sessão solene

Coordenada pelo deputado João Cardoso, a audiência ocorreu na terça-feira, 20 de maio, para marcar o Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia, mas acabou marcada por relatos de atrasos graves no diagnóstico e pela falta de centros de referência no DF. Representantes de associações e médicos reumatologistas destacaram que a legislação existente não sai do papel, deixando milhares de pessoas sem proteção adequada no sistema público de saúde.

Há lei, mas não há proteção. Precisamos de políticas públicas efetivas

Crislene de Sousa

Falhas no acesso ao SUS

Os participantes denunciaram que a fibromialgia ainda enfrenta negligência nas políticas de saúde do Distrito Federal, com pacientes aguardando meses por consultas especializadas e sem acesso garantido a medicamentos, fisioterapia ou suporte psicológico. Roseni de Oliveira alertou que a ausência de investimentos em capacitação profissional agrava o sofrimento de quem depende exclusivamente do SUS para sobreviver à doença crônica.

Temos uma legislação que prevê ações de conscientização e assistência, mas ela não sai do papel. Precisamos de centros de referência e de que a fibromialgia seja incluída de fato nas políticas de saúde do DF

Roseni de Oliveira

Chamado por investimentos urgentes

João Cardoso reforçou que o governo precisa agir imediatamente para agilizar diagnósticos e ampliar tratamentos, sob pena de continuar ignorando uma demanda crescente da população. Sem mudanças concretas, a lei de 2017 permanece apenas no papel e os pacientes seguem desamparados diante da doença.

É preciso que o governo invista em capacitação de profissionais, agilize diagnósticos e garanta o acesso a tratamentos multidisciplinares, que incluem medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico

João Cardoso

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