A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou na última quarta-feira, 1º de abril de 2026, a retirada da área da Serrinha do Paranoá da lista de imóveis destinados à capitalização do Banco de Brasília (BRB). Em vez disso, o local será transformado em um Parque de Preservação Ambiental. O anúncio ocorreu durante uma coletiva de imprensa no Recanto das Emas, após inaugurações de Centros de Educação de Primeira Infância (Cepis) e entrega de um Papa-Entulho no Riacho Fundo I.
Detalhes do anúncio oficial
A decisão foi revelada na manhã de 1º de abril de 2026, como parte da agenda oficial da governadora. Celina Leão destacou a importância de preservar a Serrinha do Paranoá, localizada no Distrito Federal. Essa medida visa evitar embates políticos e a possível desvalorização da região, que poderia ocorrer com a venda do terreno para fins de capitalização do BRB.
A governadora enfatizou que a transformação em parque ambiental prioriza a sustentabilidade e o bem-estar da população. O anúncio aconteceu logo após eventos de inauguração em áreas administrativas, integrando ações de desenvolvimento urbano com preservação ecológica.
Contexto político e econômico
A área da Serrinha do Paranoá tem sido motivo de controvérsias políticas, gerando debates sobre o uso de imóveis públicos para fins econômicos. Inicialmente incluída na lista de ativos para capitalizar o Banco de Brasília, a região enfrentava riscos de desvalorização imobiliária e impactos ambientais negativos.
A retirada do terreno dessa lista reflete uma mudança de estratégia do governo do Distrito Federal. Agora, o foco se volta para a criação de um Parque de Preservação Ambiental, que pode fortalecer a imagem de compromisso com o meio ambiente e mitigar tensões políticas na região.
Impactos esperados na região
A transformação da Serrinha do Paranoá em parque ambiental promete benefícios de longo prazo para o Distrito Federal. Isso inclui a proteção de ecossistemas locais e o estímulo ao turismo ecológico, contribuindo para a valorização sustentável da área. A decisão também alinha o governo com demandas da sociedade por mais espaços verdes em meio ao crescimento urbano.
Embora detalhes sobre a implementação ainda não tenham sido divulgados, a iniciativa pode influenciar futuras políticas de uso de terras públicas. O Banco de Brasília, por sua vez, precisará buscar alternativas para sua capitalização sem depender desse ativo específico.