Não é piada de 1º de abril: o Governo do Distrito Federal (GDF) finalmente sentiu o peso de uma categoria que cansou de ser invisível. A queda de Daniel Izaías e a chegada de Valdivino Oliveira à Secretaria de Economia não são movimentos aleatórios no tabuleiro. É o resultado de uma pressão legítima, barulhenta e, acima de tudo, organizada da Polícia Penal.
O erro de Izaías foi tratar como “pendência técnica” o que é, na verdade, uma dívida de dignidade. Desde 2019, o reconhecimento dos benefícios da categoria dorme em gavetas, enquanto outras forças de segurança avançam. A Polícia Penal provou que sabe fazer política dentro da CLDF com a mesma maestria com que mantém a ordem no sistema prisional.
O Policial Penal João Renato, uma das vozes ativas nessa luta, resumiu o espírito do movimento que chacoalhou o Buriti:
“O que a gente vê hoje na CLDF é histórico. É a categoria unida e mobilizada, mostrando que não aceita mais enrolação. Se hoje há consequências dentro do governo, como a saída do secretário de economia, é porque esse problema foi ignorado por tempo demais. A Polícia Penal está unida, consciente da sua força e pronta, porque quando a Polícia Penal se une, ninguém nos vence.”
O recado para Valdivino Oliveira é claro: a cadeira que ele ocupa hoje está quente porque quem sentou nela anteriormente ignorou o operacional. A Polícia Penal não quer mais promessas para o futuro; quer o cumprimento do que foi pactuado no passado.