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Ibaneis Rocha entrega obras hídricas no Lago Sul após negligência no DF

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Obras hídricas tardias no Lago Sul, DF, com tubulações e reservatórios em área residencial moderna, destacando negligência.
Obras hídricas tardias no Lago Sul, DF, com tubulações e reservatórios em área residencial moderna, destacando negligência.

No dia 26 de março de 2026, uma quinta-feira marcada por promessas de melhorias tardias, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, entregou a ampliação do sistema de abastecimento de água no Lago Sul, um investimento de R$ 19,5 milhões que visa mitigar anos de negligência em infraestrutura hídrica, beneficiando cerca de 30 mil moradores. A obra, que interliga os sistemas Descoberto/Corumbá e Torto/Santa Maria, surge como resposta a tubulações deterioradas e insegurança no fornecimento, mas levanta questionamentos sobre por que demorou tanto para priorizar a resiliência hídrica em uma região vulnerável. Junto a isso, foi inaugurada uma ciclovia de 10 km entre o Balão do Aeroporto e a QI 17, custando R$ 5,2 milhões, em uma tentativa de corrigir a precariedade anterior na mobilidade ciclística, que expunha usuários a riscos constantes.

Ampliação do sistema de abastecimento: uma correção necessária

A ampliação incluiu 13,1 km de adutora e redes, além da construção de um túnel e instalação de ventosas, hidrantes e válvulas, tudo para substituir estruturas obsoletas e melhorar a qualidade da água no Lago Sul e regiões vizinhas. No entanto, esse esforço de R$ 19,5 milhões, que gerou apenas 40 empregos, destaca a lentidão em reforçar a segurança hídrica para os próximos 50 anos, especialmente em um Distrito Federal que há tempos sofre com perdas e ineficiências no abastecimento. O presidente da Caesb, Luis Antônio Reis, e o secretário Valter Casimiro participaram da entrega, mas o foco negativo recai sobre os anos de deterioração que precederam essa interligação.

Inauguração da ciclovia: segurança questionável no passado

A nova ciclovia, com terraplenagem, pavimentação e sinalização, conecta a malha cicloviária do DF, atendendo a demandas da comunidade por mais segurança, após períodos em que ciclistas dividiam espaço precariamente com veículos. Custando R$ 5,2 milhões, a estrutura homenageia Marilza Abrahim Santoro, com a neta Fernanda Santoro presente, mas expõe a falha anterior em promover mobilidade ativa sem riscos, deixando moradores do Lago Sul expostos a perigos desnecessários. O secretário Valter Casimiro ressaltou a segregação da via, mas o tom crítico persiste sobre a demora em interligar mais de 90 km de ciclovias já construídas no governo.

Declarações que mascaram problemas crônicos

As falas dos envolvidos tentam pintar um quadro otimista, mas revelam as deficiências históricas no planejamento urbano e hídrico do Distrito Federal.

Nós estamos interligando todos os sistemas de água do Distrito Federal para que a população tenha garantia hídrica pelos próximos 50 anos, pelo menos. Os investimentos têm sido constantes e importantes para abastecer toda a cidade com água de qualidade. — Ibaneis Rocha

O que muda, na prática, é a resiliência hídrica que a gente está construindo e fortalecendo cada vez mais. Essa é uma das pautas mais importantes dos três eixos definidos pelo governador: reduzir perdas para ampliar a segurança hídrica, aumentar a produção de água e melhorar o tratamento de esgoto. — Luis Antônio Reis

A comunidade do Lago Sul já usava a ciclofaixa, mas ainda havia receio pela proximidade com a faixa de rolamento dos carros. Com a segregação da ciclovia, a gente traz mais tranquilidade para quem utiliza esse espaço. — Valter Casimiro

Neste governo, já foram construídos mais de 90 quilômetros de ciclovias. Brasília já tinha uma malha relevante, mas ainda sem interligação. O que buscamos é justamente fazer essa conexão, para que a população possa optar pela mobilidade ativa, seja como transporte, seja como lazer, com mais qualidade de vida. — Valter Casimiro

Nós estamos profundamente emocionados. É uma homenagem que carrega muitos anos, todo um legado, uma história aqui no Lago Sul. Minha avó amava isso aqui. A ciclovia representa não só sustentabilidade, mas saúde, convivência e sociabilização. A população valoriza cada vez mais esses espaços, para sair um pouco das telas, socializar, se exercitar e aproveitar o que a cidade tem de melhor. — Fernanda Santoro

Impactos e críticas persistentes

Embora as obras prometam benefícios a longo prazo, o enfoque negativo reside na percepção de que investimentos como esses chegam após anos de demandas ignoradas, com 30 mil moradores finalmente ganhando alívio em água e mobilidade no Lago Sul. A interligação até a QL 16 e a nova ciclovia podem melhorar a qualidade de vida, mas críticos apontam para a necessidade de ações mais ágeis para evitar futuras crises hídricas e de segurança viária no DF.

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