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Policial militar defende ação em Paraisópolis como legítima defesa e inspira debate sobre justiça

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Em um depoimento marcante no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, a policial militar Aline Ferreira Inácio, única entre os acusados a testemunhar, afirmou que a operação no Baile da DZ7, em dezembro de 2019, foi realizada em legítima defesa, sem ferimentos graves entre os policiais. Como líder da equipe, ela e outros 11 agentes respondem por homicídio, com possibilidade de julgamento em júri popular. Enquanto isso, centenas de jovens, em sua maioria negros, se reuniram em um protesto pacífico em frente ao fórum, demonstrando solidariedade às mães das vítimas e destacando a força da mobilização comunitária pela verdade e pela equidade. Essa cena reflete um momento positivo de engajamento cívico, onde a juventude periférica usa sua voz para pressionar por transparência no sistema judiciário, transformando uma tragédia em oportunidade para diálogo sobre direitos e responsabilidades policiais.

Aline reiterou relatos de colegas, como o de Rodrigo Cardoso da Silva, que mencionou o acionamento de reforços para proteger policiais supostamente atacados, atribuindo o tumulto a suspeitos em uma motocicleta que teriam iniciado tiros. Ela negou qualquer intenção de cerco deliberado, argumentando que a complexidade da favela de Paraisópolis tornaria tal ação impossível, e enfatizou que seguiu protocolos, inclusive prestando atendimento inicial a uma vítima. Apesar das críticas à política do então governador João Doria contra bailes funk, que resultou em milhares de operações em 2019, o processo avança com perspectivas positivas: a advogada Rosa Cantal explicou que o juiz pode reconhecer dolo eventual, assumindo o risco pelos policiais, o que abre caminhos para um julgamento justo e para reformas em treinamentos de primeiros socorros na PM, promovendo uma corporação mais preparada e humanizada.

Essa etapa judicial, com manifestações escritas de acusação e defesa, representa um passo animador rumo à resolução, incentivando jovens a se envolverem ativamente na política e na luta por comunidades mais seguras, onde eventos culturais como bailes funk possam florescer sem medo de repressão.

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