Início Distrito Federal Do Cerrado ao copo: a revolução dos vinhos finos em Brasília que surpreende o mundo
Distrito Federal

Do Cerrado ao copo: a revolução dos vinhos finos em Brasília que surpreende o mundo

282

O Distrito Federal, conhecido por sua política e arquitetura, está emergindo como um polo inovador na vitivinicultura, graças a produtores ousados e avanços científicos que transformaram o Cerrado em terra de uvas de alta qualidade. Em 2024, 11 produtores colheram 366 toneladas de uvas viníferas em 40,8 hectares, gerando R$ 6,588 milhões em valor bruto, conforme relatório da Emater. O engenheiro agrônomo Giuliano Elias Pereira, da Embrapa Uva e Vinho, destaca que o clima seco, altitude acima de mil metros e noites frias favorecem uma maturação lenta, resultando em vinhos com aromas intensos e corpo marcante. Mesmo videiras jovens, de dois a cinco anos, produzem uvas com elevado potencial enológico. Uma pesquisa liderada por Rafael Lavrador Sant Anna, do Instituto Federal de Brasília, em parceria com Caroline Dani e Fernanda Spinelli, mostrou que os vinhos Syrah do DF superam rótulos consagrados de França, Itália e outros países em compostos fenólicos e antioxidantes. A técnica da dupla poda, adaptada pela Epamig, inverte o ciclo das videiras, permitindo colheitas no inverno e impulsionando a economia local com potencial para reconhecimento internacional.

Vinícolas como Villa Triacca, liderada por Ronaldo Triacca, e Vinhedo Lacustre, de Marcos Ritter, exemplificam essa transformação, passando de produções artesanais para vinhos finos premiados, com colheitas de até 10 mil quilos por hectare e mais de 10 premiações. A Vinícola Brasília, fundada em 2019 por Isabella Bonato e outros, une 10 vinhedos em um modelo cooperativo que acelera o aprendizado e acumula mais de 60 prêmios. Esse boom impulsiona o enoturismo, com a Rota das Uvas lançada em 2024, conectando vinícolas a paisagens nativas e gastronomia do Cerrado. O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, enfatiza que isso amplia a imagem de Brasília como destino de experiências únicas, unindo natureza e cultura. A analista Laíse Rabêlo Cabral, do Sebrae, vê na possível Indicação Geográfica um caminho para valor agregado e turismo sustentável, fortalecendo a cadeia produtiva com inovação e excelência.

Conteúdo relacionado

Capy, o boneco inflável de capivara, chega a Brasília para proteger o Cerrado

Em 2026, Brasília recebe uma nova personagem para promover a proteção dos...

Candidato a Distrital, Policial João Renato, participa da manifestação de 7 de setembro

O candidato a deputado distrital Policial João Renato participou das manifestações de...

Desfile de 7 de Setembro reúne 7 mil militares em Brasília com foco na Amazônia e na Copa de 2026

O desfile cívico-militar do Dia da Independência reuniu cerca de 7 mil...