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Manguezais ganham destaque como aliados no combate à crise climática em exposição no Rio

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Com fotografias que capturam a beleza de manguezais de Norte a Sul do Brasil, o oceanógrafo e fotógrafo Enrico Marone está mudando a visão negativa que muitos ainda têm desses ecossistemas, outrora vistos como sujos e sem valor. A mostra “Manguezal”, que abriu no Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB-RJ) na última quarta-feira (29) e fica em cartaz gratuitamente até 2 de fevereiro de 2026, destaca as riquezas ecológicas, culturais e econômicas desses ambientes. Em entrevista à Agência Brasil, Marone explicou que projetos envolvendo comunidades locais e pescadores estão ajudando a transformar essa percepção, reconhecendo os manguezais como protetores contra erosão costeira, tempestades e invasão do mar. “É um momento importante e disruptivo para o reconhecimento dos mangues”, disse ele, enfatizando como esses espaços filtram nutrientes e sedimentos, promovendo uma sustentabilidade que beneficia todos.

Além do valor ambiental, a exposição ressalta o papel crucial dos manguezais no enfrentamento das mudanças climáticas, sequestrando até quatro ou cinco vezes mais carbono que florestas tropicais, o que os torna “ecossistemas de carbono azul” segundo a ONU. Marone destaca que eles armazenam carbono na lama, ajudando a mitigar a crise global, e servem como berçários para espécies de peixes e caranguejos que sustentam comunidades de pescadores, gerando renda e preservando a biodiversidade. Curada por Marcelo Campos e produzida por Andrea Jakobsson Estúdio, a mostra reúne cerca de 50 obras de 25 artistas brasileiros, como Lasar Segall e Hélio Oiticica, misturando gerações e linguagens artísticas para desconstruir estereótipos. Performances, músicas das Ganhadeiras de Itapuã e instalações inspiradas no carnaval, incluindo elementos do desfile da Grande Rio de 2025 e 2026 sobre caruanas, prometem atrair o público jovem, mostrando como o mangue inspira cultura e inovação.

Realizada pelo Ministério da Cultura, CCBB-RJ e MaisArte, com patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura e Instituto Prio, a exposição reforça a importância de políticas públicas para a preservação desses ecossistemas. Artistas como Ygor Landarin, Ayrson Heráclito e Uýra Sodoma contribuem para essa narrativa positiva, unindo arte e ativismo ambiental. Marone se diz honrado em participar ao lado de nomes tão influentes, convidando todos a descobrirem como os manguezais não são apenas vitais para o planeta, mas também fontes de inspiração para um futuro mais verde e inclusivo.

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